sábado, 5 de novembro de 2016

OLÁ MOÇADA, EU LHES APRESENTO ,MARINA PERALTA


Aos 23 anos de idade, Marina Peralta tem se destacado no cenário musical, tanto do estado de onde ela vem (Mato Grosso do Sul), como no cenário nacional. A relação com a arte tem origem ainda na pré-adolescência: desde muito nova já dançava e cantava no coralzinho da igreja. Aos 12 anos, ainda menina, ganhou seu primeiro violão (e não gostou). Embora o presente não a tenha agradado a princípio, foi o impulso para as primeiras composições de Peralta. De lá pra cá, a diversão da menina campo-grandense virou trabalho, sem deixar de ser divertido. Virou responsabilidade. Marina também participou de Companhias de dança Contemporânea e de Hip Hop, e já teve a oportunidade de disputar e ganhar editais e competições importantes com essas Companhias.

Mas é na música que Marina se reconhece. As letras, melodias e arranjos que compõe são resultado de sua vivência cotidiana, da vida de outras pessoas ou de algum outro lugar que sua imaginação a levar. É a realidade sentida. Com um show totalmente autoral, seu trabalho musical não tem um estilo definido, mas suas principais influências estão no reggae, onde faz o uso do dub, na MPB e no rap. Fora o samba, que ouviu desde pequena em casa. E é a partir dessa mistura que Peralta tira boas ideias e composições. Em meio às influências, Marina encontra na cultura jamaicana o Sound System, sistema de som que surge como uma rádio popular onde as canções são testadas e improvisadas em bases chamadas riddins, antes de serem gravadas. Nessa vertente já se apresentou em espaços importantes como o Reunion of Dub Festival, que aconteceu no ano de 2014 em São Paulo, SP, além da participação com coletivos. As temáticas de suas letras costumam estar ligadas à realidade. Não considera falar de amor uma tarefa fácil, porém importante.  Letras baseadas na sua expressão de indignação diante do sistema econômico e político do país, da condição em que vivem os povos indígenas, a opressão que sofrem as mulheres ou a população pobre da sociedade. Além da preocupação em dar ênfase ao movimento de cultura de rua e a possibilidade de transformação. São enfim, a expressão de sua resistência.

Um trabalho espiritualizado, ativo, atual. Que resiste e que busca profundidade nas relações. Marina é uma pessoa de muita fé, militante, feminista, e procura deixar que tudo isso apareça em sua música. Entende a capacidade transformadora que a arte tem; a arte enquanto uma expressão de algo que já existiu dentro do artista, e que pode ou não gerar algum tipo de transformação a quem ouve. Procura sempre que o público ouvinte se sinta reconhecido nas músicas, nas letras e na apresentação. Vive em constante criação de ideias que ainda quer colocar em pratica junto à sua banda. Marina segue acompanhada do guitarrista Douglas Almeida, o baterista Anédio Japão, baixista Daniel Geleilate, o tecladista Alex Domingos, o percussionista Felipe Ceará e o trombonista Claudio Dedo. Em 2014 Marina gravou sem muitas pretensões um vídeo com a música “Agradece” que havia recém composto, na intenção de agradecer por estar viva na data que comemorara seu aniversário. A música teve e ainda tem grande repercussão, resultando em quinze mil compartilhamentos no Facebook e um milhão de visualizações no Youtube. Tal sucesso resultou também na parceria de Marina com a Banda Planta e Raíz, que fez o convite para a gravação. Marina já ganhou importantes prêmios com sua música participando de festivais no Estado de MS e já foi destaque nos jornais da região. Após ter feito uma campanha de financiamento coletivo, Marina iniciou em 2015 a gravação do disco AGRADECE, o primeiro da cantora. Em junho de 2016 é lançado.

Em meio a tantas atmosferas na arte, é na musica onde prefere estar.

“O nosso desejo é que a nossa música te abrace”. M.P.


Fonte:  Site Mariana Peralta

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